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Falta de chuva amplia risco de apagão 03/10/07 16:01

Um novo apagão, possivelmente em 2008, pode ser conseqüência do mau uso da energia e a escassez de chuvas. O cenário, vivido em 2001, pode ser repetido se grandes empresas e centros comerciais não se conscientizarem sobre o uso racional de energia elétrica. A afirmação foi feita pelo diretor-presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Paulo Mayon.

Para o executivo, o momento é de conscientizar grandes empresas, centros comerciais e e organizações governamentais sobre a questão do uso racional de energia elétrica. Mayon entende que as populações mais carentes e menos informadas fizeram um bom dever de casa em 2001.

"Toda energia elétrica que o País produz depende da quantidade de chuva ao ano", disse ao afirmar que o Brasil não precisa passar novamente por um racionamento, devido às várias maneiras de resolver a demanda de energia.

O engenheiro civil e consultor Humberto Viana garante que uma das opções para poupar as térmicas movidas a água é a construção de obras que geram energia por meio do gás natural. "É uma solução em curto prazo que supri a demanda momentânea de energia nos próximos anos", disse.

Em reuniões recentes com parlamentares, o governo tem afirmado que em algumas regiões há escassez de gás natural, o que inviabilizaria investimentos em obras de infra-estrutura, como gasodutos por exemplo.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou recentemente, em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um estudo indicando que os reservatórios de água do Sudeste estão com 52% de sua capacidade.

Pelo documento, caso não chova até o final do ano esse índice pode cair para 40% de suas capacidades. Segundo Humberto Viana, se o Produto Interno Bruto (PIB) crescer na média de 5% como espera o governo, faltará energia. "As decisões tem de serem tomadas analisando sempre o fato de que amanhã não teremos mais luz", explicou Viana.

A mudança nos hábitos dos consumidores de energia não impediu o racionamento em 2001, de lá pra cá, a população manteve a economia.

A dona de casa Otaviana Pires, 48 anos, comparou a população humilde com os grandes políticos. "Não consigo entender porque nos pedem para economizar, sendo que os responsáveis não resolvem o problema", disse ao lembrar que desde o primeiro apagão não mudou os hábitos. "Troquei as lâmpadas e deixo os eletrodomésticos desligados na maior parte do tempo. Estou fazendo minha parte há seis anos, agora o governo precisa fazer por onde".

Na segunda quinzena de setembro o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apresentou um plano para prevenir o racionamento de energia até 2011. O projeto prevê a necessidade de se ampliar o uso das termelétricas e aumentar o intercâmbio de energia térmica.

O diretor-geral Hermes Chipp, disse durante entrevista para a Folha Online, que 2008 não haverá risco de racionamento, mas em 2009 será preciso mais atenção. "Depende da implantação dos procedimentos [do plano], do cronograma de expansão da Petrobras e de usinas de maior porte", afirmou.

O ex-ministro de Minas e Energia do governo Fernando Henrique Cardoso, José Jorge Vasconcelos, também acredita que a escassez de chuva seja causa de um possível apagão no País, em 2009. Segundo ele, para que não haja novos cortes de energia será necessário, além de muita chuva, que o Ministério de Minas e Energia busque soluções em conjunto com os Estados para sanar o problema da falta de infra-estrutura no setor de energia.

José Jorge atualmente preside a Companhia Energética de Brasília (CEB), empresa ligada ao governo do Distrito Federal que é comandado por seu correligionário, o democrata José Roberto Arruda.

O político relembra dificuldades enfrentadas em 2001, durante sua gestão no ministério, quando o país enfrentou sua primeira ameaça de insuficiência de energia elétrica, episódio que ficou conhecido como “apagão”. “Em 2009 nós vamos entrar em uma área de risco, no primeiro ano que não houver boa chuva nós entraremos novamente em uma área de risco de racionamento”, comenta.

“Acho difícil um racionamento em 2008 , pois os reservatórios ainda estão bons. Mas eu acredito que nosso risco começa mesmo em 2009 ou 2010. Quanto menos chuva, maior o risco. Porque, na realidade, os reservatórios vão ter que ser administrados.”

O ex-ministro afirma o problema é a não existência de energia nova na quantidade suficiente e que novas geradores precisam entrar no sistema elétrico.

“Tem também toda parte de energia térmica que depende de gás e nós não temos gás. A quantidade de gás aqui no Brasil além de ser pequena agora está dependendo da Bolívia. Se o Brasil consome 50 milhões de metros cúbicos de gás por dia, 30 milhões vêem da Bolívia, e a Bolívia é um país de risco, não tem estabilidade”.

Para ele, as usinas do PAC não seriam a solução, pois são para depois de 2012, 2013, e que o governo já teria que que ter começado a construção das usinas antes,e já deveriam estar sendo construídas.

“Não tem nenhuma obra grande em andamento. Só tem usina pequena, as grandes do PAC são praticamente estas do Madeira, que já começaram a ter problemas e só deverão ser formalizadas no inicio do ano que vem. Isso acarretará mais atraso, mais chances de racionamento”, finaliza Vasconcelos.

:: Da Redação www.portallumiere.com.br

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A Iluminação e a Segurança

O jornal Diário do Comércio publicou em seu caderno “Cidades”, edição de 17/09/2007, uma reportagem com o título:

 

“Estudo mostra como pensam os ladrões”.

 

Trata-se de uma pesquisa feita pela Polícia Militar do Paraná, que utilizou como fonte os próprios assaltantes.

 

Algumas das observações reforçam a certeza de que nossos critérios de avaliação de segurança estão corretos e contribuem significativamente para a redução dos riscos de ocorrência dos eventos indesejáveis.

 

·          Grades são melhores do que muros. Mas as árvores podem ajudar a entrada do ladrão.

·          Locais mais iluminados ajudam a evitar ladrões, que preferem agir em locais escuros.

·          As grades deixam o assaltante mais exposto, facilitando a percepção de quem está na rua.

·          Muros altos dão falsa sensação de segurança, pois eles ajudam a esconder o ladrão


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