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Protetor de Surtos

 PROTETORES CONTRA SURTOS DE TENSÃO, TRANSIENTES E DESCARGAS ATMOSFÉRICAS INDUZIDAS, PARA REDE ELÉTRICA, TELEFONIA, SINAL DE VÍDEO ETC.


o        Como já visto, toda instalação de equipamentos eletrônicos deve ser protegida Contra Surtos de Tensão, Transientes e Descargas Atmosféricas Induzidas.

o        Como justificar uma interrupção na gravação do Sistema de Monitoramento de Imagens por queima da Placa de Gravação Digital (DVR)?

o        Devemos procurar impedir que ocorram, ou, ao menos, reduzir o risco de incidência.

o        Mesmo em locais onde há Geradores de Energia Elétrica, na troca de sistema poderá haver picos que podem danificar o equipamento mais sensível.

o        Os Picos de Tensão gerados pelo Sistema (principalmente no retorno da energia elétrica), podem danificar os equipamentos, daí a importância dos Protetores (os Pára-raios Eletrônicos).

o        A seqüência é: da tomada para o protetor de surto; deste para o No-Break; e do No-Break para o aparelho eletrônico (computador, DVR, PABX etc). Sempre.

 


ESQUEMA DE LIGAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS



MODELOS DE PROTETORES CONTRA SURTOS DE TENSÃO

o        Protetor contra Surto, para instalação no quadro de força (modelos interno e externo).

o        Protetor contra Surto, para proteção elétrica em locais onde não é possível instalação no quadro de Administração – instalar junto ao aparelho eletrônico a ser protegido.

o        Protetor contra Surto, para telefonia.

o        Protetor contra Surto para câmeras (em sistemas digitais, conectar à CPU) e antena de TV.



 
Protetor Contra Surto de Tensão
COMENTÁRIOS

o        São equipamentos dimensionados para impedir a passagem dos surtos à rede elétrica interna do local protegido, remetendo-o diretamente ao aterramento.

o        Observar que a resistência Ôhmica deste aterramento, como visto no item anterior, deverá atender à Norma ABNT, para que os protetores tenham efeito.

o        Funcionamento destes Protetores: ao ser atingido por uma descarga ou sobretensão, o protetor reage através de seus componentes, zerando, assim, sua resistência, descarregando a sobretensão para o aterramento ou neutro, fazendo com que se forme uma barreira intransponível, para qualquer tensão acima da qual os aparelhos possam suportar.

o        Há modelos Bifásicos e Trifásicos, na tensão 127-220V 50/60Hz.

o        A linha telefônica também é, com freqüência, um inimigo comum das placas de fax-modem dos computadores e dos aparelhos de fax e PABX, provocando queimas constantes destes aparelhos por esta via (linha telefônica). Atualmente, muitos surtos de tensão atingem os computadores pela placa de rede (provenientes dos Modens de Internet das linhas telefônicas).

o        Para estes, também existem os Protetores de Surto específicos.

o        Em todas nossas instalações de PABX incluímos protetores de surto.

o        Para se ter uma idéia, a partir do momento em que passamos a utilizar este tipo de protetor em nossas instalações, o nível de ocorrência de eventos ficou igual a ZERO. Não há gastos com manutenção por trocas de placas e afins.

o        Em outros condomínios onde as linhas telefônicas passam por um PABX Coletivo, após a instalação destes protetores que usamos, não voltaram a ocorrer eventos de queimas de placas.

o        Na realidade, há um tipo de Protetor para cada tipo de aparelho eletrônico.

o        Por exemplo, há protetores para cabos coaxiais (para CFTV e Antenas), para Rede Lógica, para Home-Teather, etc.

o        A instalação na Entrada da Administração de cada Bloco é importante para proteger os equipamentos eletrônicos alimentados por esta Rede, como, por exemplo, os equipamentos de CFTV e de Interfonia.

o        Na impossibilidade de fazê-lo na Entrada da Administração, o ponto de alimentação elétrica do Sistema deverá ter um bom sistema de aterramento.

o        Para este tipo de instalação, há um protetor específico, já preparado com tomadas, para plugar os aparelhos eletrônicos (ver modelo no item “Protetores”, a seguir).

o        O No-break e demais equipamentos deverão ser ligados neste protetor.

o        O importante é que entre a entrada de energia elétrica (ou da telefonia, ou sinal de vídeo etc) da rede externa e o aparelho eletrônico (centralizador do sistema, como: CPU, Placa de Fax/modem, câmeras, aparelhos para gravação de imagens, centrais de telefonia e interfonia etc) deverá sempre ter um protetor contra surtos, transientes e descargas atmosféricas induzidas, conforme as características específicas.

o        Comentário: alguns engenheiros, conceituados profissionais da área de Antena Coletiva (fabricantes), sugerem não conectar as Antenas da Cobertura do Prédio ao SPDA (para isto, o Captor Franklin deverá estar situado em posição bem mais alta que as Antenas, para dar cobertura). Segundo estes profissionais, em várias interferências suas em instalações diversas, seguindo este procedimento, nunca houve qualquer ocorrência do tipo. Consulte sempre o profissional de sua confiança.

o        Mesmo não estando interligados, devido até à proximidade dos 02 sistemas (Pára-raios e Antena Coletiva estão juntos, no topo da edificação), o ideal é que o Sistema de Antena Coletiva tenha um sistema de proteção individual, para Proteção Contra Indução (deverá ter um aterramento diferente da descida do pára-raios). Consulte

 
CORRENTE E RESISTÊNCIA ELÉTRICA
COMENTÁRIOS

o        Para um bom entendimento da importância de uso dos Protetores Contra Surtos, Transientes e Descargas Atmosféricas Induzidas em todas as instalações de equipamentos eletrônicos, veja as seguintes informações, sobre corrente e resistência elétrica:

o        Para entender a importância do aterramento, imagine um reservatório de água superior enchendo outros dois, localizados em nível inferior:

o        O reservatório superior abastece o primeiro inferior por um cano com diâmetro interno de 1”;

o        O reservatório superior abastece o segundo inferior por um cano com diâmetro interno de 2”;

o        É fácil notar que, em determinado tempo, fluirá mais água para o segundo reservatório, pois o cano que lhe abastece oferece menos resistência à passagem da água.

o        Assim também ocorre com a fiação elétrica. O aterramento deverá ter a menor resistência ôhmica de toda a instalação para permitir que este seja o caminho de fuga das Sobretensões e Descargas Atmosféricas. A menor resistência ôhmica é conseguida pela somatória de alguns fatores, como, por exemplo, fiação com bitola superior às demais existentes nas instalações elétricas do local e um aterramento com níveis abaixo do limite máximo previsto na norma ABNT. Como no exemplo do abastecimento de água, a energia elétrica também busca o caminho mais tranqüilo para sua dispersão (na realidade, ele está movimentando elétrons).

o        Quando, por um cano, passa uma quantidade de água durante um certo tempo, diz-se que pelo cano circula uma "corrente de água". Da mesma maneira, quando por um fio condutor passa eletricidade durante certo tempo, diremos que pelo fio circula uma "corrente elétrica". Os portadores da carga elétrica, que fariam o papel das moléculas de água, são os elétrons.

o        A corrente elétrica pode aquecer fios quando passa por eles. Um fio especial que chega a se aquecer muito, a ponto de emitir luz intensa, é o filamento das lâmpadas.

o        Como se interpreta, eletronicamente, a passagem de eletricidade através do fio?

o        Dizemos que pelo fio passam elétrons.

o        Porém, os elétrons não percorrem totalmente o fio condutor, eles vão empurrando os "elétrons livres" que existem no fio condutor, obrigando um certo número de elétrons (igual ao que entrou por uma das extremidades) a sair pela extremidade oposta (para um entrar, outro tem que sair).

o        A existência desses "elétrons livres" no fio condutor deve-se à constituição química do material de que é feito o fio.

o        Metais, por exemplo, apresentam um grande número de elétrons livres os quais não estão presos ao núcleo dos átomos e têm muito mais facilidade de movimentar-se, garantindo assim o movimento de "empurrão" de uns elétrons sobre os outros.

o        Ao contrário, existem materiais, como a borracha, que não possuem elétrons livres. Seus elétrons permanecem sempre ligados aos seus respectivos núcleos, não podendo, dessa forma, transmitir movimento para outros elétrons, também presos a núcleos.

o        Materiais que possuem elétrons livres são os "condutores" elétricos. Os que não possuem elétrons livres são os "isolantes".

o        Existem condutores que conduzem bem a eletricidade - possuem baixa resistividade; outros conduzem menos - são de alta resistividade. O cobre possui baixa resistividade e a liga de níquel-cromo é de alta resistividade.

o        Exemplo de movimentação de elétrons (corrente): os elétrons que entram vão empurrando os que já estão ocupando um lugar no espaço, até que os da outra extremidade vão saindo, dando lugar aos novos. Se estes elétrons estiverem presos ao lugar, não haverá movimentação. Eles precisam estar soltos (livres).


 Elétrons travados

 

 

Elétrons livres

 

o  Resistência Elétrica: a dificuldade que os elétrons encontram para passar por um condutor é chamada de Resistência Elétrica. Logo, resistência elétrica, é a dificuldade de circulação da corrente elétrica. Imagine tentar passar uma bola por um cano, cujo diâmetro interno seja inferior à sua circunferência. Será impossível.

 



o       
Então, a resistência de um condutor depende:

o        Do seu comprimento, porque quanto maior for o comprimento, maior será o caminho para a corrente elétrica percorrer.

o        Da sua largura, porque quanto menor a largura, menor será o número de elétrons livres.

o        Do material, porque dependendo da constituição da matéria, o número de elétrons livres será diferente.


SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
 o Pára-Raios

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE ESTE EQUIPAMENTO AMPARADO PELA NORMA ABNT-NBR-5410

o        As instalações elétricas residenciais seguem as Normas Técnicas previstas na NBR-5410, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

o        Dentro desta normatização, há um capítulo que cuida especificamente das proteções de edificações.

o        Este equipamento (SPDA), obrigatório em edificações, atende à Norma ABNT-NBR-5419.

o        Tem a única finalidade de proteger as pessoas e a edificação contra a ocorrência direta de Descargas Atmosféricas.

o        As manobras efetuadas pela Cia. Metropolitana de Energia (Eletropaulo) geram, também, Picos de Tensão, o que provoca, invariavelmente, queimas de equipamentos elétricos.

o        Vide um dos últimos “apagões” ocorridos na cidade de São Paulo, quando, ao retornar a alimentação elétrica, muitos televisores que estavam com o interruptor ligado simplesmente “explodiram”, provocando incêndio no interior do apartamento.

o        Para a Proteção contra estes Picos (Surtos) de Tensão e Descargas Atmosféricas Induzidas existem os equipamentos “Protetores Contra Surtos de Tensão e Transientes”.

o        Um ponto importante deste SPDA é o Sistema de Aterramento. Anualmente deve ser feita sua medição ôhmica, para verificação se está atendendo às normas ABNT. Se não estiver, todo o Sistema de Proteção estará comprometido, perdendo sua eficiência.


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